sexta-feira, 31 de julho de 2015

O Livro dos Espíritos:Livro III:Cap II Lei de Adoração:VI – Sacrifícios

      669. A prática dos sacrifícios humanos remonta à mais alta Antiguidade.  Como foi o homem levado a crer que semelhantes coisas pudessem agradar a Deus?

      — Primeiro, porque não compreendia Deus como sendo a fonte da bondade. Entre os povos primitivos, a matéria sobrepõe-se ao Espírito; eles  se entregam aos instintos animais e por isso são geralmente cruéis, pois o senso moral ainda não se encontra desenvolvido. Depois, os homens primitivos deviam crer naturalmente que uma criatura animada teria muito mais valor aos olhos de Deus que um corpo material. Foi isso que os levou a imolar primeiramente animais e mais tarde criaturas humanas, pois, segundo sua falsa crença, pensavam que o valor do sacrifício estava em relação com a importância da vítima. Na vida material, como geralmente a levais, se ofereceis um presente a alguém, escolheis sempre o de um valor tanto maior, quanto mais amizade e consideração quereis testemunhar à pessoa. O mesmo deviam fazer os homens ignorantes, com relação a Deus.

                a) Assim, os sacrifícios de animais teriam precedido os humanos?

      — Não há duvida quanto a isso.

                b) Segundo essa explicação, os sacrifícios humanos não se originaram de um sentimento de crueldade?

      — Não, mas de uma falsa concepção do que seria agradável a Deus. Vede Abraão. Com o tempo, os homens passaram a cometer abusos, imolando os inimigos, até mesmo os inimigos pessoais. De resto, Deus jamais exigiu sacrifícios, nem de animais, nem de homens. Ele não pode ser honrado com a destruição inútil de sua própria criatura.

      670. Poderiam os sacrifícios humanos, realizados com intenções piedosas, ter algumas vezes agradado a Deus?

      — Não, jamais; mas Deus julga a intenção. Os homens, sendo ignorantes, podiam crer que faziam um ato louvável ao imolar um de seus semelhantes. Nesse caso, Deus atentaria para o pensamento e não para o fato. Os homens, ao se melhorarem, deviam reconhecer o erro e reprovar esses sacrifícios, que não mais seriam admissíveis para espíritos esclarecidos; eu digo esclarecidos porque os Espíritos estavam então envolvidos pelo véu material. Mas pelo livre-arbítrio poderiam ter uma percepção de sua origem e sua finalidade. Muitos já compreendiam por intuição o mal que faziam, e só o praticavam para satisfazer suas paixões.

       671. Que devemos pensar das chamadas guerras santas? O sentimento que leva os povos fanáticos a exterminar o mais possível os que não partilham de suas crenças, com o fim de agradar a Deus, não teria a mesma origem dos que antigamente provocavam os sacrifícios humanos?

       — Esses povos são impulsionados pelos maus Espíritos. Fazendo a   guerra aos seus semelhantes, vão contra Deus, que manda o homem amarão próximo como a si mesmo. Todas as religiões, ou antes, todos os povos adoram um mesmo Deus, quer sob este ou aquele nome. Como promover uma guerra de exterminação, porque a religião de um outro é diferente ou não atingiu ainda o progresso religioso dos povos esclarecidos? Os povos são escusáveis por não crerem na palavra daquele que estava animado pelo Espírito de Deus e fora enviado por ele, sobretudo quando não o viram e não testemunharam os seus atos; e como quereis que eles creiam nessa palavra de paz quando os procurais de espada em punho? Eles devem esclarecer-se e devemos procurar fazê-los conhecer a sua doutrina pela persuasão e a doçura, e não pela força e o sangue. A maioria de vós não acreditais nas nossas    comunicações com certos mortais; por que quereis então que os estranho acreditem nas vossas palavras, quando os vossos atos desmentem a doutrina que pregais ?

     672. A oferenda dos frutos da terra teria mais mérito aos olhos de Deus que o sacrifício dos animais?

     —Já vos respondi ao dizer que Deus julgaria a intenção, e que o fato em si teria pouca importância para ele. Seria evidentemente mais agradável a Deus a oferenda de frutos da terra que a de sangue das vítimas. Como vos dissemos e repetimos sempre, a prece dita do fundo do coração é cem vezes mais agradável a Deus que todas as oferendas que lhe pudésseis fazer. Repito que a intenção é tudo e o fato, nada.
      673. Não haveria um meio de tornar essas oferendas mais agradáveis a Deus, consagrando-as ao amparo dos que não têm sequer o necessário? E, nesse caso, o sacrifício dos animais, realizado com uma finalidade útil, não seria mais meritório que o sacrifício abusivo que não servia para nada ou não aproveitava senão aos de que nada precisavam? Não haveria algo de realmente piedoso em se consagrar aos pobres as primícias dos bens da terra que Deus nos concede?

      — Deus abençoa sempre os que praticam o bem; amparar os pobres e os aflitos é o melhor meio de homenageá-lo. Já vos disse, por isso mesmo, que Deus desaprova as cerimônias que fazeis para as vossas preces, pois há muito dinheiro que poderia ser empregado mais utilmente. O homem que se prende à exterioridade e não ao coração é um espírito de vista estreita; julgai se Deus deve importar-se mais com a forma do que o fundo.

sábado, 25 de julho de 2015

A magia do tarô e o tarô sem magia

Angélica Lavenir 

 Desde que passei a escrever neste site ou outros locais, e a ter mail disponível em listas, percebi que um número muito grande de pessoas confunde e coloca no mesmo balaio todas as funções ou profissões ditas “alternativas” ou “esotéricas”. Acham que as pessoas que se dedicam a essas atividades pertencem todas a um mesmo mundo, uma mesma escola de pensamento, e isso gera situações que chegam a ser esdrúxulas. Ninguém exige que o técnico do computador saiba qual a cadeira ou os óculos mais indicados para quem vai trabalhar horas em frente ao computador, mas já recebi muitas perguntas de gente que acha que eu vou fazer um estudo numerológico do seu nome, ou que sei como fazer e desfazer “trabalhos” de magia, simplesmente porque sou taróloga.
  Começo informando, então, que tarô não pressupõe magia. Por outro lado, também não pressupõe estudo ou metodologia definidos. Não existe nem irmandade nem conselho profissional nem faculdade de tarologia, taromancia ou cartomancia. Nesse mundo tão informal há, sim, tarólogos sérios, cultos e responsáveis, mas há também uma quantidade enorme de pessoas despreparadas e pouco informadas; algumas das quais, não duvido, fazem atendimento e dão cursos. E o pior é que uma pessoa despreparada muitas vezes será das mais assertivas e autoconfiantes, apresentando-se como Dr. Sabetudo – seja por má fé ou, mais frequentemente, por mera falta de conhecimento.
  Cito uma imagem da qual gosto muito, para tentar explicar o que disse: o conhecimento de uma pessoa é como um grão ou uma bolinha mergulhada no oceano de todo o conhecimento possível. À medida que a pessoa aborve mais conhecimento, essa bolinha vai crescendo – e, evidentemente, aumenta a superfície de contato dela com o que lhe é desconhecido. Assim, quanto mais sabe, mais percepção a pessoa tem da extensão do seu desconhecimento, ou de quanto existe por aprender. Por isso se diz que os verdadeiramente sábios são humildes. E inversamente, quanto menos sabe, menos noção a pessoa tem de sua ignorância – ou da ignorância de outrem.

O que torna a situação especialmente confusa para todos é que o maluco mundo atual da informação fácil junta indiscriminadamente sistemas simbólicos, mancias, religiões, práticas de cura etc., misturando-as entre si e vinculando-as ora a fantasia e modismo, ora a elementos míticos, mitológicos ou religiosos, ora a charlatanismo. Isso ocorre em várias frentes: em matérias da imprensa, em livros e filmes, em cursos e convenções de toda ordem, em centenas de sites, blogs e comunidades de redes sociais. Se para quem já estuda um desses assuntos há tempos é às vezes difícil separar o joio do trigo, imagine-se para alguém de fora. Como o interesse por essas áreas se avolumou rapidamente e tudo vem emergindo meio junto
e misturado na última década, as pessoas acabam achando que tudo faz parte do mesmo movimento e “eles que são esotéricos se entendem”. Isto é, que numerólogos, xamãs, quiromantes, tarólogos, terapeutas holísticos etc. são todos membros do mesmo tipo de clube, versados basicamente nas mesmas coisas e, principalmente, têm um conhecimento que elas mesmas não têm.
Considerando tudo isso, dou duas dicas para ajudar você, consulente de tarô:
Primeira A maioria dos tarólogos desenvolve também algum outro tipo de estudo e atendimento: astrologia, numerologia e algum tipo de terapia são os mais comuns (para não falar em ramos de feitiçaria, que também parecem ser bem frequentes). Isso acontece, creio eu, porque o tarô é um sistema multifacetado e seu estudo leva naturalmente a outros interesses. Mas isso não significa que o tarô esteja ligado necessariamente a qualquer desses outros sistemas, nem significa que todo tarólogo vai lhe ensinar simpatias ou receitar florais.
Segunda Assim como existem professores de teatro, astrólogos e até médicos que adotam “escolas” e abordagens muito diferentes umas das outras, os tarólogos também não pensam nem agem de forma igual! Não existe um padrão. Por isso, se você sabe o que quer de uma consulta, pergunte ao tarólogo se a sua expectativa cabe no estilo de atendimento dele.


sexta-feira, 24 de julho de 2015

A Falta de Água

Pessoal esta é uma pequena crônica que eu fiz e apresentei lá em minha fraternidade e espero que gostem, opinem e comentem.Descreve dois um diálogo Espíritos falando sobre a falta de água no Brasil.


Em um jardim do Plano Espiritual havia dois amigos que há certo tempo conversavam, até que um deles falou sobre o assunto sobre a água:
-Nossa, Antônio, vi nos noticiários aqui da Colônia, a falta de água que estão passando os encarnados; no plano físico. Sabemos que Deus com Sua Bondade não os desampara e que os Espíritos Mais Superiores da Terra estão tomando as providências necessárias, desde que os próprios encarnados ajudem.



-Sim, Carlos, -respondeu o amigo - recebi uma vez em uma missão no continente africano e em outros locais Espíritos que viveram em condições miseráveis e com falta de água, e tal situação que viveram era deplorável, infelizmente as autoridades terrenas corpóreas não tomam nenhuma medida e quando tomam não conseguem.

- Mas sabemos que aqueles Espíritos reencarnam nesses locais por uma Causa que produziu um Efeito - disse Carlos com certa serenidade com esperança de que algo de bom ocorrerá no futuro - o Mestre Jesus nos ensinou, lá no evangelho de Marcos: ”a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.

- A falta de água do qual os encarnados passam é resultado do desperdício e da poluição que eles mesmos fizeram e causaram agora eles; e também nós porque quando encarnados poluíamos a natureza – frisou Antônio – passaremos pelas mesmas conseqüências quando reencarnamos, as quais eles já estão passando.

-A Lei Divina é certeira e igual, pobres e ricos, homens e mulheres todos estão sendo afetados. E a Providência Divina é bondosa com todos.

-Antônio, continuou Carlos, vou visitar meu irmão no hospital quer ir comigo até lá?

-Ah Sim! O Afrânio! Esteve um tempo vagando no plano material, mas, graças a Deus seu irmão foi resgatado.

-É! E é a primeira vez que vou visitá-lo, tive a autorização do médico pra vê-lo, além do mais ele morará comigo.

Carlos e Antônio atravessaram o Jardim e chegaram ao Centro da Praça que fica na Colônia continuaram discorrendo sobre a importância da água e pegaram um aerobús em direção em direção a um dos hospitais da Colônia São Benedito.Entraram na estação e continuaram a conversar:

-É muitas pessoas estão fazendo de tudo para economizar água, quando fui ao plano físico visitar meu neto- prosseguiu Antônio- vi que ele está tentando economizar água como pode.

-Sim é hora das pessoas se conscientizarem, é hora das companhias de abastecimento e das autoridades do plano físico tomarem medidas drásticas, assim como fizerem os países da Europa e os EUA, entraram em uma crise e já solucionaram o problema mesmo ocorrendo certos contratempos e cabe a futura Pátria do Evangelho fazer o mesmo.

Tomaram o Aerobús, e forma os dois amigos rumo ao hospital agora se concentrando em Afrânio, o irmão recém-chegado.





sábado, 18 de julho de 2015

A Regra de Ouro



Júlio Soares


Há algum tempo comprei um exemplar de O Livro de Thoth ou O Tarô de Etteila, publicado pela editora Madras aqui no Brasil. Lembro-me da surpresa ao me deparar com o preço do livro: meros dez reais. A caixa não estava em perfeitas condições, era verdade, mas de resto tudo parecia perfeitamente intacto. Ao chegar em casa, percebo que as cartas também estavam intactas. Lindas em seus desenhos de traços fortes e alegorias pitorescas.


Logo, também, encontrei a explicação de seu preço tão baixo: havia uma carta a menos. Um quatro de ouros, para ser mais específico. O pensamento daquele comprador alegre e em êxtase com seu novo exemplar, porém, não deixou que o fato o aborrecesse: jogarei apenas com os Arcanos Maiores, foi o que disse a mim mesmo. Tudo bem.

Tive, porém, dificuldade de aprender o tal Tarô de Etteila. Suas cartas são diferentes, fogem do padrão que estou acostumado. Que nomes são esses? Que figuras são essas? Minhas tentativas de criar analogias com diversos outros tarôs acabaram em falhas. Bem, nem em todos os casos, pois consegui ver na carta “O Homem e os Quadrúpedes” o arcano do “Mundo”. Também acredito que “A Prudência” possa ser “A Sacerdotisa” (apesar de que ainda estou incerto disso). Mas, ainda assim, coisas como a ordem das cartas me confundem, e, para ajudar, o livro não possui explicação simbólica das cartas: apenas seus nomes e significados.

Mas eu sou teimoso. Sempre fui. Dizem as cartas que sou regido pelo Imperador. Eu não descanso até conseguir o que quero. Todos os dias pego as cartas e as observo. Leio e releio, comparo com diversos tarôs, procuro símbolos que possam ter escapado de meus olhos, e nada. Vejo Os Pássaros e Peixes, mas não consigo pensar em uma analogia adequada. Nem mesmo em um significado! Pássaros e peixes! Símbolos tão diversos, contendo tantos significados. O Caos simboliza lealdade e diplomacia? O que há de errado com esse livro? Com esse tarô?

Então uma ideia me abateu: não há nada de errado com o tarô. Sou eu. Quatro de Ouros, Julio. Quatro de Ouros. É isso que falta para eu aprender a jogar com o mesmo. Às vezes o melhor jeito de expandir os pensamentos é limitando-os. Quatro de Ouros fala de limites, de ater-se ao que se tem. É uma carta de economias, de contenção. O próprio livro fala em pequeno presente e em movimento limitado. Ganhei a chance de aprender dentro das regras.
Errei ao não aceitar O Tarô de Etteila pelo que ele é. É o que é, e, tal como a Esfinge, devo decifrá-lo dentro de seu mundo. Poderia, afinal, Édipo, fugir de sua pergunta? Com certeza não.
artas do Thoth Tarot de Etteilla
O Tarô de Etteila me ensina, agora, que o tarô de Etteila não é nenhum outro além de si mesmo. Quatro de Ouros. Desde o começo eu o neguei: desde a origem dada pelo autor, de que o tarô surgiu no antigo egito, de que é o verdadeiro Livro de Thoth, mágico em todos os aspectos. Minha mente foi cética e negou tudo, é claro. Quem estuda tarô sabe que não é isso. Mas Deuses!, estamos falando de um tarô com tal egrégora: quatro de ouros! Atenha-se! Deixe que esse tarô seja um instrumento mágico que veio diretamente do Templo de Amon a você. Entre em seu mundo e mergulhe, para somente então a realidade ser alcançada.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Sacerdote




O Sacerdote de uma religião, seja ela qual for, é um dirigente espiritual,  zelador do templo, mestre e discípulo, podendo ter ou não um rebanho. O Sacerdote é aquele que representa a religião, o sacerdote é a religião. Religião é em essência o religar-se a Deus, através de uma doutrina e liturgia que englobam o ritual (prática) e a teologia (teoria). O Sacerdote ao assumir esta responsabilidade passa a ser o portador de um dos mistérios da fé, pois assume o compromisso de ser um veiculo desta e de vir a despertá-la onde estiver adormecida, se assim for a vontade do Ser Supremo.  





O Sacerdote não faz a sua vontade, antes pede que seja feita a vontade da deidade a que serve, pois o sacerdote não é o poder ele é a ponte e o veículo ao poder que se assenta no Altíssimo. O Sacerdote é investido, outorgado, de duas formas, horizontal ou vertical, por assim dizer, onde na investidura horizontal ele foi feito e preparado por outro sacerdote aqui no plano material, a investidura vertical se dá por uma revelação espiritual e o desabrochar natural de um dom ligado ao mistério da fé.

Esta outorga sacerdotal se dá por uma iniciação o que também nos leva a questão de mestre e discípulo, pois um mestre espiritual é aquele que além de levar o esclarecimento dá a iniciação a seus discípulos, já o discípulo é aquele que segue uma disciplina, colocada pelo mestre, logo o discípulo deve refletir o mestre, no sentido de que aplica os ensinamentos, a doutrina e a disciplina.

Um Pastor pode ter um rebanho e não ser um mestre, mas um sacerdote que prepara outros sacerdotes para a senda sacerdotal é sempre um mestre, mesmo que não o queira ser chamado assim pois em cada seguimento religioso já existem os títulos devidamente empregados.

A figura do mestre no campo religioso é como a figura de um Pai, pois iniciar alguém espiritualmente é trazê-lo à Luz, é morrer para o mundo profano e nascer no mundo sagrado. Aquele que te dá a luz é Pai e Mãe, por isso vemos alguns títulos de sacerdotes como Papa, Padre ou Baba que querem dizer Pai; Madre ou Yia que quer dizer Mãe; alguns são chamados simplesmente de Pai ou Mãe de Santo, Pai ou Mãe Espiritual; vemos também a designação Padrinho ou Madrinha Espiritual também muito utilizado.

Na Instituição Católica, um sacerdote só é preparado através de outro sacerdote, que por sua vez foi preparado por um outro sacerdote, em uma ascendência que remonta a Jesus Cristo, este é um sacerdócio horizontal.

Ninguém pode se auto intitular a um titulo como o de Bispo se outros Bispos não o prepararam dentro do protocolo, diferente do Pastor pois todo aquele que tem um rebanho é um pastor, já o mestre espiritual tem que ter outorga e direito de iniciar outros na mesma senda.
Moisés foi investido de um poder e dom de forma vertical, direto do Altíssimo, onde se consagrou profeta e mago, seu irmão Aarão é quem exercia o sacerdócio de um único templo ao Deus Único de Abraão.

Jesus também recebeu uma investidura vertical, onde foi reconhecido profeta e Rabi, mestre, identificado por seus seguidores como O Messias, O Christo, O Ungido, um enviado direto do Altíssimo acima de qualquer outro profeta ou sacerdote, O Filho de Deus.
Acredita-se que tanto Moisés quanto Jesus além da revelação tiveram preparo horizontal, passando por iniciações espirituais pois o primeiro foi criado dentro dos templos egípcios e daí para o deserto africano onde conviveu com Jetro seu sogro, Sacerdote e mago. A Bíblia não diz por onde Jesus andou, dos 13 aos 30, mas acredita-se que tenha andado pelo Egito, Índia e com os essênios onde teria também passado por iniciações.

Buda também recebeu uma investidura vertical, alcançou a iluminação, foi tocado pelo Mistério Maior e criou o que hoje chamamos de Budismo. Existe o Budismo hierárquico e sacerdotal como o Tibetano e o não sacerdotal como as práticas de Zen Budismo.

No Candomblé Afro-brasileiro o sacerdote é chamado Babalorixá (Pai no culto de Orixá) ou Babalawô (Pai do segredo) e a sacerdotisa é chamada Yalorixá (Mãe no culto de Orixá), a investidura é horizontal só se entra no candomblé através de alguém que já está lá dentro, só um sacerdote ou sacerdotisa confirmados é que podem preparar alguém para o culto.

Já o Espiritismo  tem propósitos religiosos não aceita rituais e nem hierarquias, logo não há a figura do sacerdote, nem templo e nem altar.

Na Umbanda há a investidura vertical e horizontal. O caminho natural da Umbanda é entrar para um templo da religião (Tenda, Centro ou Terreiro de Umbanda) e lá ser preparado como médium de umbanda, caso tenha este dom, com o tempo caso tenha a missão sacerdotal de dirigir um templo, zelar por ele e por seus filhos e ou representar a religião será então preparado para tal.

Também há aqueles, que mesmo sem nunca ter freqüentado nenhum terreiro, incorporam espíritos em casa de uma forma espontânea e natural, sem um preparo horizontal ou externo, começam um trabalho espiritual arrebanhando pessoas e quando se vê o médium passa a ser preparado por estes espíritos guias e mentores de forma lenta e gradual. Em muitos casos é dito que nasceram feitos, com coroa feita, vêm prontos para o trabalho espiritual, isto é um fato. Assim foi preparado Zélio Fernandino de Moraes, Fundador da Umbanda e tantos outros Umbandistas.
Mesmo que tenha sido preparado desta forma nada o impede de buscar mais informação e cultura umbandista, unindo toda uma teoria da religião á prática de incorporação que já está ativa neste momento.

Poderíamos nos estender ainda para os Rabinos no Judaísmo, Sheiks no Islamismo, Mestres do Tão, sacerdotes e Sacerdotisas Celtas, Druidas, Egípcios, Hindus, Maias, Astecas e tantos outros seguimentos.

O estudo das religiões é algo fascinante, a oportunidade de aceitar e estudar a todas é única, não deixe que ninguém lhe impeça de estudar de tudo pois com tudo temos a aprender.


Postado por Fraternidade Espírita Monsenhor Horta