sábado, 13 de junho de 2015

Tarot,um grande amigo !


  Adriana Carneiro  


    Em minha experiência em consultório, tenho colhido um histórico considerável de pessoas que procuram um tarólogo, acreditando ser o oráculo um grande "Adivinhão" e, esperando sair com receitas infalíveis para uma vida melhor. Essas pessoas até sacrificam suas próprias consultas, calando-se afim de "testar" o tarot e o tarólogo, observando seus "acertos" e "erros" sobre seu passado, sua problemática atual, pedindo até que forneça datas precisas e ainda defina com segurança ao menos os próximos 365 dias de sua vida! Ora, essas pessoas desconhecem que, a resistência oferecida diante de tal comportamento, compromete e muito o resultado da consulta, perdendo assim o seu valioso tempo.
    Pode parecer engraçado ler o que acabo de escrever, porém é muito comum que as pessoas tenham esse tipo de pensamento.
    O ideal seria, que essas mesmas pessoas tivessem em mente buscar por alguém com uma consciência profissional, que não apenas dissesse aquilo que gostariam de ouvir, alguém que promovesse uma reflexão maior sobre o que estão fazendo de suas vidas, o quanto estão se distanciando de suas metas. Este sim seria um profissional capaz de ajudá-las efetivamente.
    Eu entendo que haja uma dificuldade acentuada para o consulente em diferenciar um tarólogo de uma cartomante ou um vidente, muitas vezes até de um feiticeiro ou guru.
    Não deixa de ser possível agregar num profissional todos esses dons, porém nada tira a competência daquele que só se capacita de um método. O consulente deve então direcionar essa busca,afim de encontrar um profissional que faça o seu trabalho com o coração e responsabilidade.
     O tarot pode "acertar" seu futuro presente e passado? 
    Pode sim!!! Sem duvida e é muito provável que isso aconteça, mas o tarot é acima de qualquer coisa um orientador de almas, um amplificador de sinais inconscientes. Um instrumento que faz o inconsciente do tarólogo se comunicar com inconsciente do consulente, mas para isso será necessário que os dois estejam em sintonia,pois se houver aquela desconfiança ou aquele pensamento de estar "testando" o profissional , pode-se aí colocar em risco um momento de orientação e auto conhecimento.
     O tarot é muito mais poderoso do que um simples "previsor" de futuro, ele nos convida a meditar, filosofar sobre um determinado momento ou comportamento, considerando todas as múltiplas possibilidades de caminhos!
    É comum ao procurarmos um tarólogo, falarmos do dia a dia, assuntos cotidianos, brigas de casais, rusgas no emprego, etc. Exemplo: o consulente pergunta ao tarólogo "Voltarei com namorado? Em quanto tempo?"
    Se o consulente estiver aberto à interpretação do profissional, ele se dará conta do real motivo dessa briga, seja capricho, orgulho e outros ele pode ter então a chave do problema, o porquê da briga e qual é a parte dele nisso, o que pode ser feito para muda. Sendo assim as perguntas iniciais perdem muito a sua ordem na lista de prioridades, uma vez que o que está acontecendo a ele nesse momento é fruto daquilo que foi "semeado" anteriormente. Quantas vezes repetimos um padrão apenas porque não nos damos conta que ele existe .e na consulta ganha-se muito mais do que uma previsão, tem-se então uma conscientização da problemática , do que o levou a repetir um padrão que possa o estar atrapalhando em sua vida sentimental (ou em qualquer área) há tempos.
    Repito, o Tarot é um amigo e um grande orientador de almas e deveríamos então "baixar a nossa guarda" e permitir que ele nos leve a reflexão, a meditação e a corrigirmos as  nossas "rotas" afim de que continuemos a nossa jornada navegando com mais destreza e consciência.

Biografia:Santo Antônio de Pádua

    Fernando Martins de Bulhões nasceu em lisboa em 15 de agosto de 1195,sendo os pais Martin de Bulhões e Teresa Taveira,oriundas da fundação da monarquia lusitana por D. Afonso Henriques.Lisboa ainda era uma pequena cidade de população mesclada de traços árabes,romanos e povos pagãos antes do advento do Cristianismo.
  O ensino restrito era dado pelo Clero, na Sé de Lisboa o jovem Fernando adquiriu os primeiros conhecimentos até os quinze anos de idade,em 1211 entra para o convento dos frades agostinianos,em São Vicente de Fora,onde pouco permaneceu devido a pertubações que não combinavam com sua conduta de vida,foi para o retiro de Coimbra em 1212.
  Lá estudou filosofia e teologia e adquiriu erudição mediúnica que deveria construir mais tarde atributo de sua colossal figura.
  Esta minúcia tem cabimento de haver o futuro santo pertencido ao clero quando certos e sabidos de que os males já deturpavam a Igreja e  tinham desvirtuado muito a pureza das doutrinas de Jesus Cristo.
  Para Santo Antônio a regra agostiniana não era um modelo de vida para ele,onde ele via no mosteiro de Santa Cruz-que na época dava o que falar- que os frades trocavam favores espirituais, aproveitavam da piedade dos fieis que preferiam os monges do que os párocos.
  O Bispo da diocese de Coimbra ainda colaborava com este todo vilipendio .
  Uma vez um rixa com D. Bernado além de ofender sua jurisdição,cometeu sacrilégio na Catedral de Coimbra,mas se não fosse a intervenção do Papa,onde isto iria parar.
  O rei D.Sancho I escreveu uma carta ao Papa Inocêncio III sobre a ostentação de riqueza e soberba do Clero.
   Santo Antônio mudou para a ordem dos frades franciscanos,mas sua religiosidade não melhorou, a riqueza do mosteiro o incomodava e o Jesus que ele conhecia era o do evangelho  e não os que os monges  ensinavam,era o mesmo Jesus de São Francisco de Assis.
    O espírito de Santo Antônio sofreu inevitável pertubação do corpo material e teve de servir-se dos meios para produzir os frutos de sua missão aqui na Terra.
    Em meio as cruzadas e intolerância em nome da paz do Cristo o papado era o centro de intrigas da época e fonte de escândalos pela  tirania da Igreja Romana.Ninguém protestava e tudo era e excomungação nas masmorras e nas fogueiras.
     Nessa ocasião São Francisco e seus pregadores surgiram para a verdadeira fé cristã para regenerar os transviados;então a rainha D. Urraca fundara um convento para estes frades e os agostinianos cederam um de seus terrenos para a os franciscanos.
  Houve um grande massacre de franciscanos em Marrocos devido a expansão cristã,aos 25 anos de idade Santo Antônio ingressou na ordem dos franciscanos,recebendo o nome de Antônio,fazendo o empenho de ir à Africa, mas não tinha confiança dos superiores para tal pois como verdadeiros médiuns envidados por Deus,era modesto ao extremo e franzino que poucos avinhariam que ele já tinha um grande saber acumulado.
  Foi para a Africa,mas adoeceu gravemente que teve de voltar para a Espanha,onde convalesceu por dois meses.
  Em Messina na Espanha Antônio brilhou na reunião entre franciscanos e dominicanos,mas antes nem se era notado pela sua humildade,começou a falar do temor a Deus e com muita eloquência tocou nos pontos vitais do Evangelho e da prática do Cristianismo,pasmos curvaram-se a autoridade moral de Santo Antônio,informaram imediatamente São Francisco de Assis.  Era médium de materialização,efeitos físicos,vidente,transporte,transfiguração,cura,inspiração,audiente,transmissão de fluidos e profético.
    Reconhecido como um grande orador, em certa ocasião Santo Antonio estava pregando, quando teve uma visão. Interrompeu repentinamente o sermão e adormeceu. Nesse mesmo instante, em Lisboa, seu pai, acusado falsamente de homicídio, era conduzido ao suplício. Santo Antônio apareceu na capital portuguesa e demonstrou a inocência do pai. Este fenômeno mediúnico é chamado de bicorporeidade ou bilocação e ocorre como uma propriedade do perispírito que, deixando o corpo em sono ou em estado extático, pode transportar-se a outro local e tomar a aparência de um corpo tangível, de maneira a se acreditar na sua presença real e simultânea em dois lugares diferentes.(ver em Obras Póstumas bicorporiedade).
   

sexta-feira, 12 de junho de 2015

O “mas” e os discípulos



Ditado pelo Espírito: Emmanuel
Psicografado pelo médium: Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier)






“Tudo posso naquele que me fortalece.”
Paulo (Filipenses, 4:13) 


O discípulo aplicado assevera: – De mim mesmo, nada possuo de bom, mas Jesus me suprirá de recursos, segundo as minhas necessidades. –  Não disponho de perfeito conhecimento do caminho, mas Jesus me conduzirá. O aprendiz preguiçoso declara: – Não descreio da bondade de Jesus, mas não tenho forças para o trabalho cristão. – Sei que o caminho permanece em Jesus, mas o mundo não me permite segui-­lo. O  primeiro galga a montanha da decisão. Identifica as próprias fraquezas, entretanto, confia no Divino Amigo e delibera viver-lhe as lições. O segundo estima o descanso no vale fundo da experiência inferior. Reconhece as graças que o Mestre lhe conferiu, todavia, prefere furtar-­se a elas. O primeiro fixou a mente na luz divina e segue adiante. O segundo parou o pensamento nas próprias limitações. O “mas” é a conjunção que, nos processos verbalistas, habitualmente nos define a posição  íntima perante o Evangelho. Colocada à frente do Santo Nome, exprime-­nos a firmeza e a confiança, a fé e o valor, contudo, localizada depois dele, situa-nos a indecisão e a ociosidade, a impermeabilidade e a indiferença. Três letras apenas denunciam-nos o rumo. – Assim recomendam meus princípios, mas Jesus pede outra coisa. – Assim aconselha Jesus, mas não posso fazê-­lo. Através de uma palavra pequena e simples, fazemos a profissão de fé ou a confissão de ineficiência. 
Lembremo-­nos de que Paulo de Tarso, não obstante apedrejado e perseguido, conseguiu afirmar, vitorioso, aos filipenses: – “Tudo posso naquele que
me fortalece.”



ps:Amanhã um post sobre a vida de Santo Antônio de Pádua,para a homenagem de seu dia um  e um post sobre o Tarô.(nota do blogger)

sábado, 6 de junho de 2015

Príncipe de Paus e Seu Significado Energético


Isabela Cruz


O Cavaleiro de Paus, ou Príncipe de Paus no Thoth Taroth de Crowley-Harris, ainda está no processo de aprendizado de como conduzir sua energia – na direção e pelo caminho que deseja – com clareza do que está fazendo. Esse arcano representa a ação pura, mas muitas vezes sem controle da sua atenção. A energia para ser usada de maneira inteligente, necessita de uma calma interna proporcional à firmeza.
O Príncipe de Paus é ainda um jovem e inocente, que pouco sabe da vida; ainda muito flutuante comete frequentemente exageros impulsivos. O que mais o assusta é pensar na possibilidade de viver frustrado, seja no presente ou no futuro, por qualquer motivo que for.
Ele é alguém inseguro, porém perseverante. Inseguro por estar dando os primeiros passos na trajetória de sua vida sem saber absolutamente nada, sem enxergar o futuro e o passado e, a cada instante, mais abduzido do momento presente como se estivesse no centro da Terra, imerso no magma telúrico, que se prepara para ressurgir das cinzas.
O Príncipe de Paus segue no rumo do que seu coração lhe fala. Sem palavras para explicar, ele sente e guia sua energia pelos caminhos que o Fluxo lhe mostra, sem que haja espaço em sua mente para pensar besteiras do ego.
Ele dirige uma "carruagem”, puxada por um Leão, de modo que economiza sua própria energia e ao mesmo tempo pode percorrer grandes distâncias com muito mais rapidez do que a pé. Conforme vai aprimorando a arte de conduzir a Si Mesmo, naturalmente conduz melhor o Leão e, assim, pode percorrer os lugares que quiser com mais qualidade e proveito em suas experiências.
É a Consciência que orienta o Príncipe de Varas; o Leão é sua energia, a Carruagem é seu veículo e  seu Coração é seu centro de comando para todas as suas ações no mundo.
Há uma integração tão grande entre os elementos dessa carta: ninguém está se aproveitando ou abusando de alguém e, sim, equilibrando uns com os outros, como metáfora do Corpo, Energia e Consciência fluírem juntos, ou como Harmonia, Melodia e Ritmo sincronizados que resultam numa música.
Ele está adquirindo maturidade e disciplina com suas experiências. Para esse arquétipo, sem intensidade não tem graça e, por isso, o Príncipe de Paus entende que neste momento deve agir com menos impulsividade para não se ver emaranhado em dívidas não gostaria de ter que pagar. 
Esse personagem da corte faz de tudo para aproveitar ao máximo seu passeio pela Terra, pois ele sabe que tudo na vida é passageiro, está em constante modificação e só o Condutor, que é aquele que está em todas as viagens, é contínuo e imortal. Todo o resto que está vivo morrerá. Vivencie, então, cada instante com percepção das perpétuas transformações que o fluxo te mostra sempre, com causas e efeitos, dentro e fora de você durante todo tempo em que viver.
Essa é a direção que o Príncipe de Paus segue e tenta nos mostrar...